HISTÓRIA.
Palestina de Goiás surgiu por volta de 1954, graças aos esforços de alguns moradores da região, como Reziel Neves de Almeida, Mamédio Joaquim Costa, Raul Moreira da Silva e João Moreira de Barros, entre outros. Devido à falta de escolas para as crianças da região, algumas famílias que faziam parte da congregação presbiteriana resolveram criar uma escola no terreno da igreja. Como foi proibida a construção da escola no referido terreno, João Carlos de Bastos resolveu lotear parte de suas terras a construção da escola e, ao mesmo tempo, para a formação do núcleo populacional. Assim nasceu Palestina de Goiás, nome escolhido em concurso. A Escola Abia (que passou a chamar-se Escola Raimundo Pittman), dirigida por Mamédio Joaquim Costa, foi fundamental para o desenvolvimento da cidade, em 1961. Palestina de Goiás passou a distrito de Caiapônia em 19 de outubro de 1969. Emancipou-se em 30 de dezembro de 1987, pela Lei Estadual nº 10.404. |
Palestina de Goiás é uma cidade do oeste do estado de Goiás que tem uma população de 3.300 habitantes, mas a administração enfrenta os mesmos desafios de grandes cidades. Para resolver o problema da falta de geração de emprego e renda, o prefeito Eduardo Talvani tem se desdobrado desde o início da sua gestão para amenizar a situação buscando empresários para investir no município.
Há alguns meses, Talvani procurou o empresário do setor de reciclagem e compostagem de lixo, Carlos Henrique Freitas, tendo a conversa evoluido para a instalação de uma indústria que vai gerar de início 28 empregos diretos, somente em Palestina, além de centenas de outros postos de trabalho nas cidades da região, a exemplo de Iporá, Caiapônia e outras da região, já que a empresa terá atuação regional com a coleta seletiva dos resíduos plásticos, papelão, ferro, aço e alumínio. O investimento na implantação é da ordem de 480 mil reais. A prefeitura cedeu galpão e uma área anexa que servirá para a ampliação da empresa .
A previsão de início de funcionamento da indústria é para a segunda quinzena de agosto.
A aquisição dos resíduos diminuirá consideravelmente os impactos e danos ambientais na região, além de movimentar a economia regional. Outra possibilidade segundo Henrique é o aproveitamento de resíduos para obtenção de biodiesel.
Talvani se mostra bastante entusiasmado com o investimento, informando que continua a saga em busca de novos parceiros. "Quem quiser instalar empresas em Palestina de Goiás terá todo apoio da prefeitura e da população", afirma. Outra preocupação de Talvani é com relação à mudança de comportamento dos moradores. "É necessário que haja uma nova mentalidade de toda a população, com a implantação de novos métodos de seleção daquilo que produzimos", comenta informando também que já prepara um concurso de redação nas escolas sobre o assunto, com a distribuição de prêmios para os vencedores (notebook, celular e máquina digital). Esses prêmios serão pagos pelo empresário Carlos Henrique.
Outro segmento econômico está em expansão em Palestina, a agricultura. O Município já conta com conta muitas áreas de cultivo de soja, tendo também o solo propício para plantio de algodão, o que poderá atrair mais investidores do setor.
Texto: Vilton Pereira
Foto: Oeste Goiano


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