sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PALESTINA DE GOIÁS.

HISTÓRIA.


Palestina de Goiás surgiu por volta de 1954, graças aos esforços de alguns moradores da região, como Reziel Neves de Almeida, Mamédio Joaquim Costa, Raul Moreira da Silva e João Moreira de Barros, entre outros.
Devido à falta de escolas para as crianças da região, algumas famílias que faziam parte da congregação presbiteriana resolveram criar uma escola no terreno da igreja. Como foi proibida a construção da escola no referido terreno, João Carlos de Bastos resolveu lotear parte de suas terras a construção da escola e, ao mesmo tempo, para a formação do núcleo populacional. Assim nasceu Palestina de Goiás, nome escolhido em concurso. A Escola Abia (que passou a chamar-se Escola Raimundo Pittman), dirigida por Mamédio Joaquim Costa, foi fundamental para o desenvolvimento da cidade, em 1961.
Palestina de Goiás passou a distrito de Caiapônia em 19 de outubro de 1969. Emancipou-se em 30 de dezembro de 1987, pela Lei Estadual nº 10.404.



Palestina de Goiás é uma cidade do oeste do estado de Goiás que tem uma população de 3.300 habitantes, mas a administração enfrenta os mesmos desafios de grandes cidades. Para resolver o problema da falta de geração de emprego e renda, o prefeito Eduardo Talvani tem se desdobrado desde o início da sua gestão para amenizar a situação buscando empresários para investir no município.

Há alguns meses, Talvani procurou o empresário do setor de reciclagem e compostagem de lixo, Carlos Henrique Freitas, tendo a conversa evoluido para a instalação de uma indústria que vai gerar de início 28 empregos diretos, somente em Palestina, além de centenas de outros postos de trabalho nas cidades da região, a exemplo de Iporá, Caiapônia e outras da região, já que a empresa terá atuação regional com a coleta seletiva dos resíduos plásticos, papelão, ferro, aço e alumínio. O investimento na implantação é da ordem de 480 mil reais. A prefeitura cedeu galpão e uma área anexa que servirá  para a ampliação da empresa .

A previsão de início de funcionamento da indústria é para a segunda quinzena de agosto.
A aquisição dos resíduos diminuirá consideravelmente os impactos e danos ambientais na região, além de movimentar a economia regional. Outra possibilidade segundo Henrique é o aproveitamento de resíduos para obtenção de biodiesel.

Talvani se mostra bastante entusiasmado com o investimento, informando que continua a saga em busca de novos parceiros. "Quem quiser instalar empresas em Palestina de Goiás terá todo apoio da prefeitura e da população", afirma. Outra preocupação de Talvani é com relação à mudança de comportamento dos moradores. "É necessário que haja uma nova mentalidade de toda a população, com a implantação de novos métodos de seleção daquilo que produzimos", comenta informando também que já prepara um concurso de redação nas escolas sobre o assunto, com a distribuição de prêmios para os vencedores (notebook, celular e máquina digital). Esses prêmios serão pagos pelo empresário Carlos Henrique.

Outro segmento econômico está em expansão em Palestina, a agricultura. O Município já conta com conta muitas áreas de cultivo de soja, tendo também o solo propício para plantio de algodão, o que poderá atrair mais investidores do setor.
Texto: Vilton Pereira
Foto: Oeste Goiano

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